O técnico Umberto Louzer foi cedido ao Criciúma para a sequência da Série B, com permanência prevista até o fim da competição. A saída temporária foi acertada entre os clubes para permitir que Louzer assuma o Tigre de imediato.
A liberação aconteceu porque o Guarani não tem mais compromissos oficiais em 2026, depois de ser eliminado na primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro, e também serve para aliviar a folha salarial em meio à dificuldade financeira e aos atrasos nos pagamentos durante o segundo semestre.
Depois da Série B, o treinador retorna ao Brinco de Ouro para comandar o Bugre no Paulistão de 2027, conforme informação divulgada pelo g1
Como foi acertada a cessão do treinador
Como não existe para treinadores o mesmo mecanismo de empréstimo utilizado para jogadores, a saída foi ajustada entre as partes para permitir o trabalho temporário de Louzer no clube catarinense, sem alterar o planejamento do Guarani para a próxima temporada.
O acordo prevê que Umberto Louzer vai dirigir o Tigre nas últimas nove rodadas da competição, e depois retorna ao clube de origem para o estadual, mantendo o vínculo que tinha com o Bugre.
Contexto financeiro e impacto
A medida teve também caráter financeiro, pois o Guarani buscou reduzir custos após a eliminação precoce na Série C. A cessão foi vista como alternativa para aliviar a folha salarial em um semestre marcado por atrasos nos pagamentos.
Segundo a reportagem, Louzer tinha contrato com o Bugre até o fim do Paulistão de 2027 e segue nos planos do clube para a próxima temporada.
O desafio no Criciúma e números da equipe
Louzer chega ao Criciúma com a missão de manter o clube na briga pelo acesso à Série A. O Tigre terminou o primeiro turno da Série B na liderança, mas perdeu rendimento na segunda metade da competição e atualmente ocupa a sexta colocação.
O time catarinense soma 47 pontos e está na zona de classificação para os playoffs de acesso. A estreia de Louzer será neste domingo, às 11h, contra o Avaí, no Heriberto Hülse, pela 30ª rodada da Série B.
Outros casos parecidos no futebol brasileiro
A situação não é inédita no país, e o texto traz exemplos de treinadores que foram liberados temporariamente por seus clubes para comandar outras equipes e depois retornaram. Um exemplo citado é Elio Sizenando, técnico do Capivariano que foi cedido pelo Capivariano, após conquistar o título da Série A2 do Paulista em 2025.
Na sequência, Sizenando comandou o Pouso Alegre por oito partidas e depois assumiu o Figueirense na reta final da Série C daquele ano, e após os trabalhos retornou ao Capivariano no início de 2026 para comandar a equipe no Paulistão.
Outro caso informado é o de Itamar Schülle, que durante sua passagem pelo Santa Cruz entre 2024 e 2025 foi cedido ao Retrô, onde comandou a equipe em 24 partidas, antes de retornar ao clube original.
Também foi citado Marcelo Fernandes, atualmente no Botafogo-PB, que em 2017 foi cedido pelo Santos à Portuguesa Santista para comandar a equipe na Série A3 do Campeonato Paulista, e depois retornou ao Peixe.
O próprio Eduardo Baptista, que deixou o Criciúma para assumir o Internacional, já passou por situação semelhante em 2021, quando foi cedido pelo Mirassol ao Remo, e depois retornou ao Mirassol para o Paulistão de 2022.
O legado de Louzer no Guarani
Em números pelo Guarani, Louzer soma 87 jogos pelo Bugre desde 2018 e é o segundo treinador com mais partidas pelo clube neste século, atrás apenas de Vadão, que tem 150.
O acordo entre Guarani e Criciúma permite que o clube catarinense conte com um treinador experiente no momento decisivo da Série B, enquanto o Guarani preserva o planejamento para 2027 e busca aliviar a folha diante das dificuldades financeiras registradas em 2026.

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