Ferroviário impõe novas exigências para evitar o rompimento com a SAF do Grupo Makes, entre elas o depósito antecipado de R$ 300 mil, quitação total de débitos e contratação imediata de executivo de futebol

O Ferroviário e a SAF do clube voltaram a negociar nesta sexta-feira, 25, em uma tentativa de estancar a crise entre associação e detentores da operação. A direção do clube apresentou condições claras para seguir com a parceria, elevando a pressão sobre o Grupo Makes.

Para possibilitar a reunião, a associação pediu e recebeu um depósito antecipado, que foi alvo central das discussões durante o encontro entre as partes. As exigências vão além do aporte financeiro, envolvendo obras, contratações e reorganização administrativa.

As informações sobre o encontro e as exigências foram divulgadas inicialmente pelo canal Nas Barbas do Tubarão e confirmadas pelo ge.

As exigências apresentadas pela associação

Segundo a associação, o elemento imediato foi o aporte, descrito como “depósito antecipado de R$ 300 mil“, destinado ao pagamento de dívidas do clube. Esse depósito viabilizou a reunião entre o presidente da associação, Rodger Ranieri, e o CEO da SAF, Pedro Roxo.

Além do aporte, a associação cobrou a “reforma da Vila Olímpica Elzir Cabral“, sede do clube, a “contratação imediata de um executivo de futebol” para comandar o departamento da equipe principal e a “quitaçao integral e imediata das dívidas“. Também foi pedida a estruturação administrativa da SAF, com a “criação de departamentos jurídico, financeiro e administrativo“.

Pedido de formalização e prazo para resposta

Diante das reivindicações, o CEO da SAF, Pedro Roxo, solicitou que todas as demandas fossem formalizadas por escrito, para encaminhamento ao Grupo Makes. A expectativa divulgada é que a empresa portuguesa apresente uma resposta “até a primeira semana de outubro“.

O diálogo, portanto, permanece aberto, mas condicionado à formalização das exigências e à análise pelo Grupo Makes, que terá a tarefa de avaliar viabilidade financeira e operacional das propostas.

Contexto do conflito e próximos passos

O impasse tem histórico recente, com o presidente da associação, Rodger Ranieri, tendo concedido um prazo de 30 dias, conhecido como “prazo de cura“, para que a SAF regularizasse pendências financeiras. Com o fim desse prazo sem a quitação dos débitos, a associação passou a avaliar o rompimento contratual.

Foi convocada uma “Assembleia Geral” para deliberar sobre a possibilidade de solicitar o distrato. Caso as condições estabelecidas pela associação não sejam atendidas, o Ferroviário dará continuidade ao processo de distrato, que prevê o encerramento da parceria com o Grupo Makes.

Nas próximas semanas, o foco estará na resposta do Grupo Makes e na formalização das exigências, etapas que definirão se a SAF terá margem para seguir à frente da operação, ou se o clube retomará o controle de sua gestão. As partes seguem em tratativas, com prazos e obrigações a serem ajustados conforme a documentação solicitada.


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