Cidinha, campeã brasileira pelo São Paulo em 1997 e volante da seleção na Copa de 1999 e nas Olimpíadas 2000, hoje vive em Campo Grande, trabalha em supermercado e torce pelo título
Cidinha, 49 anos, guarda com carinho as lembranças do título do São Paulo em 1997 e das convocações para a seleção brasileira.
Ela mora em uma casa simples em Campo Grande e atualmente trabalha como vendedora em um supermercado da cidade.
Cidinha acompanha a evolução do futebol feminino, celebra a chance do Brasil sediar a Copa do Mundo Feminina 2027, e torce para o São Paulo conquistar o bicampeonato contra o Corinthians, conforme informação divulgada pelo ge MS.
Trajetória e chegada ao São Paulo
Cidinha começou jogando em Três Lagoas, interior de Mato Grosso do Sul, e ganhou visibilidade na Copa Kaiser de 1996, com final no Estádio Elias Gadia em Campo Grande.
O técnico da seleção na época, José Duarte, a observou em jogos pela região e fez o convite para a seleção, ela relatou, “Ele fez o convite. Falou para eu me preparar. Em novembro de 1996, surgiu a oportunidade e fui direto para seleção.”, conforme informação divulgada pelo ge MS.
O ano inesquecível de 1997
No São Paulo montado por José Duarte, Cidinha foi parte de um time que venceu todas as etapas do Campeonato Brasileiro Feminino de 1997.
A equipe anotou goleadas na fase inicial, incluindo 11 a 0 sobre o Rio Negro e 13 a 0 sobre a Universidade Gama Filho, e seguiu com vitórias por 1 a 0 sobre a Portuguesa, 8 a 0 sobre o Raiz da Gávea e 7 a 0 sobre o Tupinambás na segunda fase.
Na semifinal, o São Paulo venceu o Vasco da Gama por 2 a 0, e na final, disputada em 30 de novembro, venceu a Portuguesa por 4 a 0, com gols de Cidinha, duas vezes, Formiga e Sissi, conquistando o título de forma invicta, conforme informação divulgada pelo ge MS.
Naquela edição, Kátia Cilene terminou como artilheira, com 18 gols.
Da Seleção ao dia a dia em Campo Grande
Além do título pelo São Paulo, Cidinha foi volante da seleção brasileira, disputou a Copa do Mundo de 1999 e as Olimpíadas de 2000 em Sydney.
Sobre as dificuldades do futebol feminino há três décadas, ela sintetiza com a frase, “A gente jogava por amor”, mostrando o contraste entre o passado e a evolução atual da modalidade, conforme informação divulgada pelo ge MS.
Cidinha guardou blusas da seleção, mantém amizade com companheiras como Sissi e Formiga, e traz as memórias com orgulho mesmo vivendo uma rotina fora dos holofotes.
Palpite para a final e legado
Cidinha aposta que o São Paulo tem condições de superar o Corinthians na final deste ano, o jogo de ida foi marcado para a Neo Química Arena no dia 26, às 16h30, e a volta ficou para 3 de outubro no Morumbi, às 16h30, conforme informação divulgada pelo ge MS.
Sobre o resultado, ela declarou, “As meninas têm tudo para se sagrar campeãs.”, e disse estar feliz com a evolução do futebol feminino no país.
Cidinha celebrou também a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo Feminina 2027, dizendo que “Isso foi um crescimento muito bom para o futebol feminino. Vai ser um privilégio. Estarei na torcida para que isso aconteça.”, conforme informação divulgada pelo ge MS.
Mesmo fora dos gramados, a história de Cidinha segue viva, como lembrança de uma geração que ajudou a construir as bases do futebol feminino no Brasil e como exemplo de quem jogava por paixão e hoje acompanha os frutos daquele esforço.

Deixe um comentário