A Série A retornou da pausa para a Copa do Mundo com mais intensidade e, ao mesmo tempo, mais disciplina, em um cenário que pode definir a reta final do Brasileirão.

Em comparação entre as dez rodadas antes da paralisação e as dez rodadas após o Mundial, houve aumento nas finalizações e nos desarmes, e queda no número de cartõs vermelhos, em mudanças que alteram a dinâmica de mandantes e visitantes.

Os dados e balanços a seguir ajudam a entender o que mudou nas cem partidas analisadas no período, conforme informação divulgada pelo g1

Mais finalizações e desarmes, impulso das novas regras

A análise mostra que a quantidade de finalizações subiu de 2.626 para 2.731 entre os cem jogos comparados, um aumento pequeno de 4%, mas acompanhado de alta mais expressiva nos desarmes, que passaram de 2.791 para 3.287, um crescimento de 18%.

A alta no número de finalizações surge no contexto das novas regras de combate à cera para aumento do tempo de bola em jogo no futebol, aplicadas no Brasileirão a partir da 23ª rodada, e teve reflexo imediato em médias: nas primeiras 22 rodadas, a média de finalizações foi de 25,3 por partida, depois das novas regras essa média subiu 15% para 29,1 conclusões por jogo em seis rodadas, com quatro das cinco rodadas de maior média ocorrendo a partir da 23ª rodada.

Menos infrações e cartões, disciplina em alta

Apesar da maior intensidade em finalizações e desarmes, a competição ficou mais disciplinada, pois o número de cartões vermelhos caiu pela metade, de 36 para 18, e os cartões amarelos diminuíram 5%, de 469 para 448.

Também houve redução nas faltas cometidas, que passaram de 2.640 para 2.509, uma queda de 5%, e sinais de que as intervenções e atendimentos a goleiros foram afetados pelas novas regras, com relatos de atendimentos caindo, em alguns casos, até 65%.

Gols, eficiência e a mudança entre mandantes e visitantes

Em relação aos gols, não houve alteração na quantidade total, nas dez rodadas antes da parada, os jogos tiveram 268 gols marcados, mesmíssima marca de depois da Copa. O que mudou foi a eficiência ofensiva, que diminuiu, passando de 10,1 finalizações para cada gol marcado, para 10,6.

Os mandantes foram responsáveis pelo aumento de finalizações, de 14,4 para 16,1 por jogo, porém a eficiência caseira caiu 16%, de um gol a cada 9,7 tentativas para um gol a cada 11,3 arremates. Os visitantes finalizaram menos, de 11,8 para 11,2, mas ficaram 10% mais eficazes, passando a marcar um gol a cada 9,7 tentativas depois da Copa contra um gol a cada 10,8 antes.

Impacto no aproveitamento e o que esperar da reta final

Com essas mudanças, fora de casa as equipes melhoraram o desempenho, somando 27 vitórias e sofrendo 43 derrotas depois das férias, contra 25 vitórias e 49 derrotas antes. A média visitante de gols subiu de 1,14 para 1,22, e os gols sofridos pelos visitantes diminuíram de 1,54 para 1,46 por partida.

O aproveitamento de pontos dos visitantes aumentou de 34% pré-Copa para 37% pós-Copa, enquanto os mandantes caíram de 58% para 53%. Além disso, o número de partidas que terminaram 0 a 0 subiu de cinco para nove, o que pode indicar partidas mais equilibradas na reta final.

Faltando dez rodadas para o fim do Brasileirão, essas mudanças em finalizações, desarmes, disciplina e rendimento fora de casa devem influenciar o desfecho do campeonato, com atenção especial às equipes que souberem transformar maior volume em eficiência, especialmente em jogos fora de casa.


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