Etihad Airways afirma estar preocupada com divulgação da decisão da Premier League, reclama falta de oportunidade para se defender e avalia medidas legais para proteger seus interesses
A principal patrocinadora do Manchester City, a Etihad Airways, divulgou um comunicado em que afirma estar “profundamente preocupada” com a forma como a decisão da Premier League foi comunicada ao público.
A companhia dos Emirados declarou que não foi consultada durante as investigações e, por isso, não teve a chance de apresentar defesa ou informações que pudessem esclarecer seu papel, segundo o texto divulgado pela Etihad.
O caso envolve alegações que atingem diretamente o clube e seus parceiros comerciais, e a Etihad afirmou que buscará assessoria jurídica para avaliar opções e recursos disponíveis, conforme informação divulgada pelo g1.
O posicionamento da Etihad
No comunicado oficial, a Etihad ressaltou que, apesar de não ter sido mencionada na decisão publicada, a forma como as conclusões foram tornadas públicas criou “implicações prejudiciais” para a companhia aérea.
Em trecho traduzido do comunicado, a Etihad afirmou, “A Etihad está profundamente preocupada com a forma como este assunto foi comunicado publicamente. A falta de clareza e transparência, juntamente com a divulgação seletiva de informações, criou implicações prejudiciais para a Etihad, apesar de a companhia aérea não ter sido mencionada na decisão publicada.”
A mensagem segue, “Portanto, a Premier League nunca deu à Etihad a oportunidade de ser representada, de fornecer informações relevantes ou de garantir a precisão e a imparcialidade das informações utilizadas para chegar a conclusões que agora podem ser interpretadas como prejudiciais à companhia aérea. A Premier League deve assumir a responsabilidade pelas consequências da forma como essas conclusões foram apresentadas. A Etihad buscará assessoria jurídica adequada sobre as opções e recursos disponíveis para proteger seus interesses.”
O que concluiu a Premier League
A liga inglesa, por meio de uma comissão independente, concluiu que, entre as temporadas 2009/10 e 2017/18, o Manchester City organizou contratos considerados “falsos” com diversos parceiros comerciais, inflando as receitas em mais de £900 milhões.
Segundo a decisão da Premier League, o clube “registrou contas falsas, violou significativamente os limites de gastos e, durante a investigação, cometeu violações de seus deveres de cooperação e de máxima boa-fé”, e foi considerado culpado por 115 acusações.
Essas conclusões representam, na avaliação da liga, o que pode ser o maior escândalo da história do campeonato, com potencial para levar a punições sem precedentes ao clube que dominou o futebol inglês na última década.
Reação do Manchester City e próximos passos
O Manchester City divulgou nota afirmando estar “tão desapontado quanto surpreso” com a decisão da Premier League e declarou-se inocente das acusações.
O clube afirmou ainda dispor de “um corpo abrangente de provas irrefutáveis” e garantiu que será “implacável e, quando necessário, proativo” em todos os fóruns regulatórios e legais apropriados.
O City tem prazo até o dia 2 de outubro para recorrer da decisão, enquanto a Etihad já anunciou que avaliará medidas legais para proteger sua imagem e interesses comerciais, o que pode abrir um novo eixo de disputas entre patrocinadores, clube e a liga.
Impactos para patrocinadores e mercado
O episódio acende alertas sobre a exposição de patrocinadores em investigações de governança esportiva, especialmente quando as conclusões são divulgadas publicamente sem consulta prévia às partes envolvidas.
Para patrocinadores como a Etihad, o risco reputacional e os prejuízos comerciais tornam provável a busca por reparação, e o desenrolar do caso poderá estabelecer precedentes sobre a responsabilidade das ligas na comunicação e no processo investigativo.

Deixe um comentário