O presidente do Ceará, João Paulo Silva, admitiu um passivo de R$ 240 milhões e disse ter feito pagamentos parciais a atletas e funcionários nesta semana.
O clube ainda enfrenta atrasos que atingem jogadores, comissão, funcionários e o time feminino, que ainda não recebeu, e a regularização foi condicionada à permanência na Série B.
As informações foram divulgadas pelo clube e apuradas pelo ge, e detalham prazos de atraso, déficit anterior e negociações por patrocínios, conforme apuração do ge.
O que falou o presidente
João Paulo usou números e justificativas para explicar a situação, e afirmou, em entrevista, “Nosso passivo – imposto, folha para pagar, fornecedor, contrato – hoje é algo em torno de R$ 240 milhões”, segundo relato divulgado ao ge.
Ele também disse, na mesma fala, “Os jogadores estão cientes (de que o pagamento total de saláios depende da permanência). Todos concordaram. Não podemos dizer que o problema de o time ir bem ou não no jogo é pelo financeiro”, em entrevista para a rádio Verdinha.
Pagamentos parciais e condição por permanência
João Paulo detalhou que, na quarta-feira, fez parte do pagamento para atletas profissionais, e que, na quinta, pagou uma parte do salário dos funcionários, enquanto o time feminino ainda não recebeu.
Ele afirmou que chamou o elenco para conversar e que a melhora do fluxo de caixa depende da manutenção do clube na Série B, além de confirmar negociações por dois patrocínios que dependem dessa permanência.
Queda de receitas e débitos anteriores
O presidente relatou perdas recentes, dizendo que “Perdemos cerca de R$ 130 milhões com queda de receita”, após o rebaixamento, e lembrou que o déficit do clube aumentou para R$ 85,8 milhões na temporada passada, números citados na apuração do ge.
Esses fatores, segundo a direção, explicam atrasos em recebimentos e dificultam acesso a empréstimos, o que afetou o caixa do clube nas últimas semanas.
Impacto no dia a dia do clube e no feminino
O ge apurou que jogadores têm diferentes prazos de atraso, a partir de um mês, e que funcionários já somavam dois meses sem pagamentos, incluindo irregularidade em vales-alimentação e transporte.
Alguns membros da comissão técnica e do administrativo também enfrentam atrasos e, segundo a apuração, houve faltas ao expediente como forma de protesto.
Sobre o time feminino, João Paulo garantiu que não pensa em encerrar a equipe e declarou, “Em momento algum pensei em acabar pelo feminino, até por respeito, eu sei que a equipe nos deu muitas alegrias, chegou a ser campeã no Brasileiro. Acredito que nos próximos dias estarei regularizando a situação do feminino”, conforme divulgado ao ge.

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