O técnico Mariano Soso destacou a organização defensiva como fator central para o triunfo do Sport por 2 a 1 sobre o Athletic, nesta quinta-feira, na Arena Sicredi.
Os números da partida, porém, mostram um cenário misto: respaldo ao elogio pela solidez defensiva, e ao mesmo tempo pressão do adversário, especialmente no segundo tempo.
Os dados analisados apontam para uma defesa que resistiu mais do que para um time que passou a controlar o jogo no segundo tempo, conforme informação divulgada pelo ge.
O que os números mostram por tempo
Os indicadores por tempo evidenciam a mudança de dinâmica entre as etapas, e as estatísticas registradas são explícitas, incluindo as seguintes observações, tal como divulgadas:
Posse de bola: Athletic passou de 49% para 64%.Finalizações do Athletic: caíram de 17 para 12.xG (índice de chances de gol) do Athletic: caiu de 1,03 para 0,71.Finalizações no alvo do Athletic: caíram de 5 para 3.Grandes chances do Athletic: caíram de 1 para 0.Finalizações do Athletic dentro da área: foram 11 no 1º tempo e 8 no 2º.
Esses números mostram que, embora o Athletic tenha ampliado a posse de 49% para 64% no segundo tempo, houve queda na produção de qualidade de chances, como queda do xG de 1,03 para 0,71 e eliminação de grandes chances, o que dá sustentação à avaliação de Soso sobre a organização defensiva do Sport.
Resistência sem controle territorial
Enquanto a leitura do treinador foi de administração da posse no segundo tempo, os dados revelam que o Sport sofreu maior pressão territorial, com apenas 36% da bola na etapa final, e pouca produção ofensiva, três finalizações, nenhuma no alvo.
Ao mesmo tempo, a equipe aumentou significativamente a intensidade nas ações defensivas, conforme os números a seguir, divulgados na apuração:
Interceptações do Sport: subiram de 1 para 9.Desarmes do Sport: aumentaram de 5 para 15.Cortes do Sport: subiram de 16 para 20.
Esses indicadores mostram que a organização defensiva do Sport se manifestou mais em interrupções e solidez coletiva do que em controle de jogo pela posse, portanto, o elogio de Soso tem fundamento, mas com nuance importante.
Thiago Couto, defesas e influência individual
A atuação do goleiro Thiago Couto teve papel decisivo na vitória, com performance destacada no confronto.
O goleiro terminou a partida com sete defesas, e essa participação individual foi fundamental para que a pressão do Athletic não se convertesse em gol, reforçando que a vitória do Sport teve componente coletivo e também contribuição individual.
Em resumo, a organização defensiva elogiada por Soso encontra respaldo nos números, especialmente na redução da qualidade das chances do rival e no aumento das ações defensivas do Sport, mesmo que o time não tenha conseguido impor controle por posse no segundo tempo.

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