O torcedor do Fortaleza vive inquietação crescente, depois de mais um jogo em que o time deixou pontos importantes escapar em casa.
A equipe voltou a apresentar falhas defensivas e perda de eficiência no ataque, apesar de ainda manter uma sequência invicta no returno.
Os problemas somados nas sete rodadas finais elevam a pressão sobre a comissão técnica e os jogadores, conforme informação divulgada pelo g1
Erro coletivo nas laterais e falhas que custam pontos
A atuação contra o Náutico repetiu um filme já conhecido pela torcida, com chances claras desperdiçadas e vulnerabilidade nas laterais.
No lance do gol pernambucano houve bola nas costas de Kaio Henrique, facilidade de Arnaldo para cruzar e Vinícius livre, com João Ricardo sem poder fazer nada.
O texto da partida revela que as laterais continuam sendo o calcanhar de Aquiles do time, e sem correção os pontos continuam escorrendo pelos dedos.
Ataque sem referência e a polêmica com Miritello
O Fortaleza começou com quatro atacantes e evidenciou pouca lucidez coletiva, com criação concentrada em Maílton pela direita.
Em um elenco enxuto e com escassez de gols, a ausência de Miritello por opção técnica pela segunda rodada seguida é questionável.
O argentino é citado como o vice-artilheiro do time no ano, com 10 gols, e oferece presença de área necessária na disputa física com os zagueiros.
Redenção parcial, problemas pessoais e alternativas limitadas
Luiz Fernando acertou um belo chute no ângulo e empatou ainda na etapa inicial, depois de não balançar as redes há cinco meses.
O jogador atravessa um momento delicado fora das quatro linhas após a perda recente do irmão, e apesar da dedicação voltou a falhar em lucidez na definição em outros lances.
Com a lesão muscular de Chico da Costa, o elenco fica mais curto, restando Nathan Fogaça como alternativa imediata no comando de ataque.
Números em casa, aproveitamento e o risco real de perder o objetivo
Conforme o levantamento do jogo e do comando técnico, o aproveitamento dentro de casa tornou-se pífio, e na gestão de Autuori o time somou apenas oito de 18 pontos disputados na Arena Castelão, com o retrospecto de uma vitória e cinco empates.
O período ainda convive com a contradição de manter 12 jogos de invencibilidade no returno, mas ver essa invencibilidade mascarar instabilidade coletiva.
Depois de desperdiçar pontos em casa contra São Bernardo, Ceará, Operário-PR, Athletic-MG e Náutico, o Fortaleza agora precisa pontuar fora contra o América-MG e vencer o CRB-AL no Castelão para não colocar em risco o grande objetivo de 2026.
O cenário exige correções imediatas nas laterais, mais agressividade ofensiva e atenção à relação entre diretoria, comissão técnica e elenco, para que a invencibilidade deixe de ser ilusão e passe a refletir desempenho consistente.

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