Raphael Claus reafirmou que a expulsão do atacante Balogun na Copa do Mundo teve base técnica e foi tomada após revisão do VAR, e afirmou que a repercussão que veio depois, fora do campo, não pertence à sua esfera de atuação.

O árbitro participou do programa Altas Horas na noite de sábado, e explicou como se preparou para a exposição global do torneio, e como recebeu o apoio de entidades que representa.

Na entrevista, Claus falou da experiência positiva que guarda da competição, e comentou a interferência externa envolvendo líderes internacionais, que trouxe questionamentos à arbitragem.

conforme informação divulgada pelo The New York Times, pelo Politico, e pela participação de Claus no programa Altas Horas

O lance e a decisão em campo

Claus aplicou cartão vermelho direto a Balogun na vitória dos EUA por 2 a 0 sobre a Bósnia, no dia 1º de julho, após entrada dura do atacante em Tarik Muharemovic, a decisão foi tomada depois de revisão no VAR.

Sobre o lance, Claus disse, “Importante que quando a gente vai para uma competição dessa magnitude tem que estar muito bem preparado não só na parte física, técnica, mas também mental pela exposição que a gente tem mundialmente, Importante ter os conceitos para tomar as decisão dentro do campo de jogo, e de forma correta, como foi nosso caso”, conforme declaração no Altas Horas.

A suspensão, a reversão e a repercussão internacional

Inicialmente, Balogun ficaria de fora das oitavas de final contra a Bélgica, mas a punição teve o cumprimento suspenso pelo Comitê Disciplinar da Fifa na véspera da partida, liberando o jogador.

Segundo o The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a mencionar o histórico do árbitro em conversa por telefone com Gianni Infantino, e em entrevista pública afirmou que o brasileiro era “um pouco suspeito”.

Em coletiva no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse, “Esse árbitro é um pouco suspeito, Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico, Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, conforme reprodução das declarações.

O Politico informou que a ligação de Trump a Infantino ocorreu um dia após a expulsão, enquanto a decisão do Comitê Disciplinar da Fifa sobre a suspensão do cumprimento da pena saiu três dias depois.

Reação de clubes, federações e o posicionamento de Claus

Claus afirmou que “O que aconteceu após foge da nossa esfera, Para mim, foi muito positivo, principalmente o retorno que tive de apoio, Tanto das instituições que represento, que é a Fifa, Conmebol, a CBF e a Federação Paulista, E todos os brasileiros que torceram pelos árbitros que tiveram lá, tanto eu, o Wilton Sampaio, o Ramon Abatti, É uma lembrança que vou guardar positiva na minha carreira, Uma boa recordação”, em referência ao apoio recebido.

A atuação de Claus na partida também recebeu elogios públicos, incluindo manifestações de apoio da CBF e da Conmebol, e avaliação favorável de Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa.

Parte da repercussão incluiu levantamento de material por membros do governo americano, segundo a imprensa, que buscavam informações para fundamentar um recurso contra a suspensão da punição, incluindo reportagens sobre investigações anteriores envolvendo o árbitro.

Contexto e desfecho

Claus já havia sido ouvido como testemunha na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas de 2024, em apurações que não encontraram evidência de participação do árbitro em esquema de manipulação, e ele não sofreu punição, permanecendo no quadro da Fifa.

O caso coloca em destaque a tensão entre decisões técnicas tomadas em campo, a revisão por VAR, e a influência de pressões externas, e reforça a importância do preparo mental e institucional dos árbitros em competições de grande visibilidade.


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