Torcedores mantêm amor, mas o futuro da Ponte Preta assusta, com dívida de aproximadamente R$ 320 milhões, quatro rebaixamentos desde 2022 e crise administrativa
A Ponte Preta vive, em 2026, o pior ano em 126 anos de história, com sinais de que a crise não acabou e risco real de deterioração em 2027.
O clube coleciona quedas e marcas negativas, e os torcedores seguem fiéis, apesar do desgaste dentro e fora de campo.
O cenário descrito nas reportagens recentes aponta para problemas estruturais e financeiros que exigem respostas urgentes, conforme informação divulgada pelo ge.
Como a crise se aprofundou desde 2021
A raiz do problema, segundo relatos e documentos do clube, remonta a mudanças políticas e a disputas internas a partir de novembro de 2021. A eleição de 20 de novembro de 2021 marcou o início da chamada Era Eberlin, após vitória do Movimento Renascer Pontepretano sobre o grupo DNA Pontepretano, e resultados administrativos e esportivos passaram a apresentar sinais de descontrole.
Naquele dia, o então goleiro Ivan Quaresma deixou um recado que hoje soa profético, afirmando, “Estou de passagem, não sei se vou ficar o resto da minha carreira aqui, Mas a torcida fica, o clube fica. Então fica o recado também. Foi um ano muito difícil para a gente, de muita guerra, principalmente fora. Só tenho a dar os parabéns aos jogadores, que nunca deixaram de se esforçar. Que sirva de lição, de reflexão. A gente fez nossa parte, se entregou. Agora o pessoal de fora precisa se unir para fazer uma Ponte mais forte”, conforme informação divulgada pelo ge.
As disputas internas, a continuidade de práticas antigas e a sensação de vaidade política prevalecente nas reuniões do Conselho Deliberativo alimentaram um ambiente em que as decisões do clube ficaram fragilizadas.
Marcas esportivas e estatísticas que evidenciam o colapso
Os números de campo traduzem o declínio. “Foram quatro rebaixamentos em quatro anos, Paulistão de 2022, Série B de 2024, Paulistão de 2026 e Série B de 2026”, essa sequência ilustra a dimensão da crise, conforme informação divulgada pelo ge.
O clube também colecionou recordes negativos em 2026, com uma sequência de derrotas e marcas que não encontravam precedentes recentes. “No meio de tudo isso, foram 22 jogos sem vencer na Série B, outro recorde negativo na história, e duas goleadas por 6 a 0”, conforme informação divulgada pelo ge.
Em campo, a queda foi antecipada. “Rebaixada no Campeonato Paulista na última colocação, com apenas um ponto conquistado, a Ponte agora cai para a Série C com sete rodadas de antecedência. A queda iguala o recorde de antecipação da competição na era dos pontos corridos, estabelecido pelo Duque de Caxias em 2011”, essa constatação mostra a amplitude do colapso, conforme informação divulgada pelo ge.
Consequências fora de campo, dívida e insolvência
Além do desempenho ruim, os problemas extracampo agravam o quadro. A rotina de atrasos salariais desde 2025 afetou funcionários e jogadores, e o clube passou a conviver com dificuldades operacionais que impactam o dia a dia.
O quadro financeiro é alarmante, com uma dívida estimada em aproximadamente R$ 320 milhões, e relatos de um cenário de insolvência, segundo declarações internas e cobertura do ge.
Esses números transformam a queda esportiva em um problema sistêmico, porque sem condições mínimas de pagamento, planejamento e confiança, a reconstrução fica comprometida.
O futuro que assusta e os caminhos possíveis para 2027
O torcedor olha para 2027 sem perspectiva, e existe o temor de que o que aconteceu em 2026 seja apenas o começo. A Macaca disputará novamente a Série C do Brasileiro e vai jogar no Paulistão da A2, num calendário que exige organização e investimentos que hoje não têm garantias.
Se a gestão seguir marcada por disputas, promessas vazias e falta de unidade, é plausível que 2027 seja ainda pior. Por outro lado, uma reestruturação profunda, com transparência, negociação da dívida e um projeto de futebol sustentável, pode ser o único caminho para evitar novas quedas.
Há, finalmente, uma pergunta que permanece, e que resume o dilema atual, conforme a cobertura do ge, “Afinal, o que vale mais, a vaidade ou o amor ao clube?” A resposta vai definir se a Ponte Preta volta a desfraldar seu estandarte com orgulho, ou se a bandeira continuará em meio-mastro por mais tempo.

Deixe um comentário