FIA explica falhas nos carros, atribui perda de potência a combinação de baixas velocidades, gestão de energia em chuva e comportamento inesperado do software, e diz que não houve culpa das equipes

A largada do Grande Prêmio do Bahrein na Malásia, realizada no Circuito de Sepang, teve atraso após vários carros pararem na volta de apresentação, com pilotos sem resposta ao acelerar.

A interrupção obrigou a suspensão do procedimento de largada, a transmissão da bandeira vermelha e a instalação de uma atualização de software nos carros antes do início da prova.

Em comunicado oficial, a entidade afirmou que as equipes não são responsáveis pelo problema, conforme informação divulgada pela FIA.

O que a FIA declarou sobre a causa

Em comunicado, a federação explicou com detalhes a combinação que levou à falha, “Na volta de aquecimento antes do Grande Prêmio do Bahrein na Malásia, uma combinação sem precedentes de baixa velocidade do motor, condições de pouca aderência, configurações de gerenciamento de energia para corridas com chuva e as configurações dos setores do circuito de Sepang levaram a uma perda de potência não intencional para alguns carros”, explicou a FIA.

O diretor de monopostos, Nikolas Tombazis, também detalhou o comportamento do software, “Não foi culpa das equipes. Há configurações especiais no software para condições de chuva por segurança, para prevenir picos de potência. Houve um erro no software e isso fez com que alguns carros, quando estavam em uma velocidade muito baixa, não pudessem voltar a acelerar”, disse Nikolas Tombazis.

Como foi aplicada a correção e o cronograma do atraso

A solução foi técnica e rápida, segundo a própria federação, “Como resultado, o Departamento Técnico da FIA removeu a restrição do limite de energia nos setores afetados por meio de um lançamento de software atualizado distribuído a todos os competidores durante o atraso da corrida causado por chuvas intensas, permitindo que as equipes fizessem as alterações necessárias na Unidade de Potência antes do início da corrida”, informou a FIA.

A corrida sofreu interrupção às 4h40, horário de Brasília, e a largada aconteceu 53 minutos depois, às 5h33, com o evento começando 1h33 além do horário previsto, e a correção sendo instalada nos carros antes da retomada.

Pilotos afetados e desfecho

Gabriel Bortoleto, Nico Hulkenberg, Lewis Hamilton, Charles Leclerc, Max Verstappen, Isack Hadjar, Esteban Ocon, Oliver Bearman, Valtteri Bottas e Sergio Pérez foram os pilotos afetados pelo problema. Todos conseguiram largar normalmente depois da correção.

Após o episódio, Tombazis pediu desculpas ao público e explicou a velocidade da reação da FIA, “Tudo isso levou 20 minutos. Pode ter parecido cinco horas para os espectadores esperando pela corrida e para todos, o que é compreensível. Pedimos desculpas por isso, mas eu acho que foi uma reação bastante rápida, levando em conta o problema”, disse Nikolas Tombazis.

O que vem a seguir

A FIA informou que nem a entidade nem as equipes detectaram o problema durante testes ou na volta para o grid, e que será feita uma revisão completa junto às escuderias e fornecedores de motores para evitar reincidência.

O episódio reforça a importância do software de gerenciamento de energia em corridas com chuva e mostra como a coordenação entre federação, equipes e fabricantes foi decisiva para que a prova pudesse seguir, com a FIA explicando falhas nos carros e assumindo a responsabilidade técnica pelo ocorrido.


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