Bortoleto admite ter travado as rodas no toque com Sainz no GP do Bahrein, lamenta punição de dez segundos, detalha problemas de carro nas voltas finais e projeta buscar pontos em Singapura

Gabriel Bortoleto teve um domingo difícil no GP do Bahrein, disputado em Sepang, na Malásia, depois de um toque com a Williams de Carlos Sainz que comprometeu a corrida do brasileiro.

O piloto da Audi acabou na 18ª colocação, recebeu uma penalização de dez segundos dos comissários da FIA e precisou antecipar o pit stop por danos na asa dianteira.

Na avaliação do próprio Bortoleto, o incidente foi resultado de um travamento dianteiro em trecho ainda úmido, e o piloto já mira recuperação na próxima etapa em Singapura, conforme informação divulgada pelo ge.

O acidente com Sainz e a leitura de Bortoleto

Sobre a batida com Carlos Sainz, Bortoleto relatou sua versão em entrevista, usando palavras precisas sobre o que ocorreu na relargada, “Na hora, disse imediatamente: “Ah, ele me fechou”, mas agora tive a oportunidade de observar o que aconteceu e simplesmente travei as rodas. Ele abriu bastante na curva 1 e voltou para a curva 2. E eu vi a porta aberta na minha frente. Pensei: “Vou tentar”, e tentei. Era uma boa linha, mas o problema é que ainda estava um pouquinho molhado. Eu não esperava por isso, para ser sincero, porque aquela curva é bem fechada. Então achei que estaria seca de qualquer jeito e acabei tocando na parte molhada, travando um pouquinho a dianteira. E estávamos tão próximos um do outro que acabei batendo nele e fazendo com que ele rodasse.”

Nesse contato, Bortoleto sofreu danos na asa dianteira e teve que adiantar a troca, o que alterou a estratégia da Audi e contribuiu para o resultado final fora da zona de pontos.

Penalização, estratégia e problemas no fim de prova

Os comissários da FIA consideraram Bortoleto culpado pelo incidente e aplicaram a penalização de dez segundos, cumprida durante uma das paradas de box.

O começo da prova havia sido promissor, com uma escolha acertada por pneus intermediários e uma combinação de safety car no início que permitiu ao brasileiro subir até a nona posição momentaneamente.

No entanto, nos minutos finais Bortoleto relata ter perdido desempenho, “tive até que parar de usar o modo de abrir asa na reta nas últimas 15 voltas por um problema que a gente teve, então eu não sei se eu ia conseguir me manter ali com os caras da frente”, e o acúmulo de contratempos resultou na 18ª colocação.

Positivo no fim de semana e foco em Singapura

Apesar do desfecho complicado, Bortoleto destacou aspectos positivos do final de semana, entre eles a quinta vez no Q3 no ano, o que confirmou evolução na classificação.

O piloto também apontou ganhos no acerto do carro e espera que o chassi da Audi renda mais em circuitos de rua, como Singapura, “O que fica de aprendizado para essa corrida é que a gente aprendeu bastante onde melhorar o ajuste do carro, para otimizar nossa performance. Em Singapura a gente vai ter uma visão até melhor do novo pacote aerodinâmico e ver o quanto ele consegue entregar. Estou animado para a próxima etapa, quero virar a página. Foi um final de semana bom, mas ao mesmo tempo difícil hoje, mas no geral colocamos o carro no Q3 e mostramos um bom ritmo. E agora para Singapura tomara que a gente consiga fazer um final de semana sólido também na corrida e tentar pontuar de vez. Já faz tempo [da última pontuação]”.

O GP de Singapura está marcado para o próximo domingo, com transmissão ao vivo, e Bortoleto chega à etapa confiante em transformar a velocidade de classificação em pontos na corrida.


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