Tonhão reeleição Remo, presidente faz balanço positivo com investimentos no CT e pagamento de dívidas, admite desgaste mental e diz que ainda não decidiu se será candidato em novembro de 2026

O presidente do Remo, Tonhão, fez um balanço positivo dos três anos à frente do clube, citando obras, acessos e a quitação de dívidas antigas, e reconheceu que o desgaste do cargo pesa na decisão sobre disputar a reeleição.

Ele afirmou que recebeu pedidos para tentar a reeleição, inclusive de pessoas ligadas à oposição, mas que ainda não tomou uma decisão final sobre a candidatura para as eleições que ocorrem no dia 8 de novembro de 2026.

Tonhão ressaltou que dedicou praticamente todo o tempo ao clube, e que acredita existir gente capaz de dar continuidade ao trabalho, conforme declaração do presidente do Remo, Tonhão.

Principais acertos da gestão

Segundo o dirigente, entre os principais feitos da gestão estão os acessos conquistados, a implantação do centro de treinamento, os melhoramentos na estrutura física do clube e o fracionamento das despesas, além do pagamento de dívidas antigas. Em suas palavras, “Nesses três anos, tivemos vários acertos. Os acessos, CT, os melhoramentos que tivemos dentro da estrutura física do clube, o fracionamento de algumas despesas e o pagamento de dívidas bem antigas do clube.“

Desgaste pessoal e decisão sobre a candidatura

Tonhão admitiu que o mandato trouxe um desgaste significativo, especialmente no aspecto pessoal, e destacou a necessidade de pensar na vida e na saúde. Ele disse, “Esses três anos foram um desgaste muito grande, principalmente um desgaste mental. Então, a gente tem que pensar um pouco na vida, na nossa vida, na nossa saúde.“

Apesar dos pedidos para que dispute a reeleição, e mesmo reconhecendo elogios até de opositores, Tonhão mantém a decisão em aberto, ponderando impactos pessoais antes de confirmar qualquer candidatura para a eleição de 8 de novembro de 2026.

O que faltou, segundo o presidente

Como ponto fraco da gestão, o presidente citou a falta de avanços no estádio Baenão, sobretudo em arquibancadas e na área da Mercês, onde não foi possível encontrar parceiro para viabilizar o projeto. Ele afirmou, “A estrutura, em termos de melhoramentos na área de arquibancada, aquela área da Mercês, que eu não consegui encontrar parceiro para que pudesse subir o nosso projeto para lá. Dar um melhoramento na estrutura física para o torcedor, dar o melhor conforto para o torcedor, para a imprensa e o público. Acho que isso vai ser feito na próxima administração.“

Tonhão lembrou que a receita melhorou com a participação na Série A, mas ressaltou que “não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. Nós procuramos investir nas nas maiores necessidades do clube, que dá um melhor conforto pro jogador, para ter uma melhor estrutura, já que a gente não tinha CT.“

Decisão técnica e a saída de Guto Ferreira

Além das questões estruturais, o presidente citou uma decisão sobre o comando técnico que, em sua visão, poderia ter sido diferente. Tonhão avaliou que o Remo poderia ter começado a Série A com Guto Ferreira, o treinador do acesso anterior, e que a saída de Guto ocorreu durante a renovação contratual.

Ele reconheceu que algumas exigências feitas pelo treinador só foram plenamente compreendidas pelo clube tardiamente, quando já era difícil reverter a situação, e apontou isso como um aprendizado para futuras gestões.

Ao mesmo tempo, Tonhão ressaltou que seu legado principal será entregar ao sucessor um clube em melhores condições estruturais e financeiras, com mais viabilidade para prosseguir o crescimento do Remo.


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