A oposta do Osasco, Tiffany Abreu, fez seu primeiro pronunciamento público após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciar uma polêmica decisão que impacta diretamente a participação de atletas como ela.

A partir da temporada 2026/27, a CBV irá banir mulheres trans de competições nacionais, uma medida que gerou forte repercussão e levantou debates sobre inclusão e direitos no esporte.

A jogadora, de 41 anos, expressou seu descontentamento e prometeu ações, conforme informações divulgadas pela Gazeta Esportiva.

“Vôlei é minha vida”: O desabafo de Tiffany

Tiffany Abreu se manifestou após a derrota de sua equipe para o Pinheiros, em Osasco, neste sábado. Em um momento de emoção, ela ressaltou a importância do esporte em sua trajetória.

“O voleibol é minha vida, meu trabalho”, desabafou Tiffany, destacando a profunda conexão com a modalidade. Ela enfatizou que a decisão da CBV a atinge em sua essência profissional e pessoal.

A atleta, com 10 anos de experiência no voleibol feminino, criticou a Confederação por, segundo ela, estar “tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos”.

Impacto além das quadras e a luta por inclusão

A oposta do Osasco alertou que o banimento de mulheres trans no vôlei vai muito além de sua própria participação. A decisão, segundo ela, afeta um círculo muito maior de pessoas e instituições.

“Isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans”, afirmou Tiffany, sublinhando a amplitude do impacto.

Ela classificou a medida da CBV como “um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e inclusão de todas as pessoas no esporte”, comparando-a a práticas vexatórias do passado, “como se testavam as atletas nos anos 60/70”.

CBV se baseia em COI e Tiffany promete medidas legais

A Confederação Brasileira de Vôlei justificou sua decisão baseando-se nos critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Esta política, publicada em março deste ano, prevê a verificação de elegibilidade por meio de testagem e triagem do gene SRY, com ressalvas para condições excepcionais.

Tiffany, porém, não pretende se calar diante do banimento de mulheres trans. Ela garantiu que tomará todas as providências necessárias para contestar a decisão e defender seu direito de atuar.

“Não vou me calar e vou tomar todas as medidas possíveis para que a minha luta pelo direito à visibilidade, à inclusão e à prática do esporte não tenha sido em vão”, declarou a jogadora, prometendo uma batalha legal e social.


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