No último sábado, 15 de junho, Ian Machado Garry demonstrou grande resiliência ao enfrentar Islam Makhachev na luta principal do UFC 330. O irlandês forçou o campeão a competir por 25 minutos, resultando em uma vitória por pontos para Makhachev.
Apesar do desempenho aguerrido, o desfecho da disputa pelo cinturão dos meio-médios (77 kg) não agradou a todos. O presidente do Ultimate, Dana White, expressou sua insatisfação com a postura de Garry, especialmente nos momentos decisivos do confronto.
White questionou publicamente a ausência do que ele chamou de “instinto assassino” em Ian Garry, uma característica considerada fundamental para um lutador em uma disputa de título tão importante, conforme informações divulgadas.
A Crítica de Dana White ao Desempenho de Garry no UFC 330
Para Dana White, a competitividade de Ian Garry contra Islam Makhachev, que culminou em uma derrota por decisão unânime dos juízes, não foi suficiente. O dirigente expressou sua insatisfação durante a coletiva de imprensa pós-show do UFC 330.
Na visão do presidente, um confronto daquela magnitude exigiria uma abordagem mais agressiva, especialmente na reta final da luta. Ele esperava que o desafiante irlandês demonstrasse mais iniciativa para “quebrar a banca” e conquistar o cinturão.
A falha em demonstrar esse “instinto assassino” no quinto e último round foi o principal motivo da repreensão de White. Ele acredita que Garry deixou escapar uma oportunidade de ouro para mudar o rumo da luta e se tornar campeão.
O ‘Instinto Assassino’ que Faltou: A Análise de White
Dana White não poupou palavras ao detalhar o que, em sua opinião, faltou a Ian Garry. Ele destacou que o irlandês é um atleta talentoso, mas que sua mentalidade no round final o impediu de buscar a vitória de forma mais enfática.
“O Ian é um cara talentoso. Se ele tivesse um pingo de instinto assassino no quinto round, ele bateria no corpo dele. O lado direito do Islam estava detonado, a cara dele estava machucada”, afirmou White, traduzindo sua fala original.
O presidente do UFC continuou sua crítica, enfatizando a seriedade do momento: “Quando se há tanto em jogo, você não começa abraçando e apertando a mão no quinto round. Essa m*** me deixa maluco. Se ele tivesse vindo com tudo para destruir no último round, como tudo que ele tinha, seria uma luta totalmente diferente.”
Ele concluiu que esta será uma luta que Garry lamentará profundamente: “Essa é uma daquelas lutas que o Ian vai assistir e dizer: ‘P***, queria poder fazer isso de novo’”. A ausência de um verdadeiro “instinto assassino” foi, para White, decisiva.
Carlos Prates no Radar de Makhachev
Enquanto Ian Garry reflete sobre a crítica de Dana White, o campeão Islam Makhachev já projeta seu futuro na organização. O lutador russo, disposto a se manter ativo, já tem um nome em mente para seu próximo desafiante na categoria até 77 kg.
Makhachev elegeu o brasileiro Carlos Prates como o postulante mais merecedor para a próxima disputa de título. Prates, que ocupa a segunda posição no ranking, esteve presente no UFC 330 e acompanhou de perto a vitória do campeão.
A menção a Carlos Prates indica que, apesar do desempenho resiliente de Garry, o campeão busca novos desafios, e o “instinto assassino” pode ser um fator crucial na escolha de futuros oponentes que busquem o cinturão do UFC.


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