O Vasco anexou uma nova petição no agravo de instrumento e informou à Justiça que desistiu das alternativas fora do Estado do Rio de Janeiro para o duelo contra o Boca Juniors, marcado para 20 de outubro.

Em reunião da alta administração da SAF na noite de segunda-feira, o clube decidiu manter a realização da partida no Rio, com o objetivo de usar o Maracanã, e pediu urgência judicial para garantir tempo de organização e logística.

O movimento do Vasco recebeu apoio do Ministério Público, que enviou um inquérito ao Consórcio Fla-Flu recomendando o Maracanã, e há confiança interna em uma decisão favorável, conforme informação divulgada pelo ge.

O pedido do Vasco e a estratégia jurídica

No agravo de instrumento, o Vasco reafirma a intenção de atuar no Rio de Janeiro e solicita ao Judiciário a autorização para usar o Maracanã como palco do jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. A defesa argumenta que uma decisão célere é necessária para viabilizar a operação do estádio, o planejamento com os órgãos de segurança e o início da venda de ingressos.

O clube teve duas negativas anteriores para levar o duelo ao Maracanã, primeiro em diálogo direto com a dupla Flamengo e Fluminense, e depois em ação judicial. Diante disso, o Vasco optou por reforçar a petição com a desistência formal de opções fora do estado, buscando acelerar o pronunciamento da Justiça.

Argumentos do Ministério Público e a questão do gramado

O pedido do Vasco ganhou reforço do Ministério Público, que apontou a grande importância da partida para duas torcidas expressivas e destacou que o Maracanã traria mais condições de segurança. No agravo, o MP também cita a capacidade de uso do estádio para jogos próximos, ao registrar que, “o Maracanã recebeu dois jogos em intervalo de 48 horas (cada) em nove oportunidades em 2026”.

Com esse posicionamento, o argumento de conservação do gramado, utilizado por Flamengo e Fluminense para negar o uso ao Vasco, foi colocado como não impeditivo pelo Ministério Público, segundo o conteúdo do agravo anexado pelo clube.

Alternativas analisadas e prazos decisivos

O Vasco chegou a sondar estádios fora do Estado do Rio de Janeiro, como o Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena da Amazônia, em Manaus, opções citadas no ofício do clube. A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer do Amazonas confirmou que a administração da Arena foi consultada pelo Vasco na segunda-feira.

O prazo que passa a reger para a definição do estádio é o dia 10 de outubro. Caso optasse por atuar fora do Rio de Janeiro, o Vasco precisaria informar o local à Conmebol até 15 dias antes da partida, prazo que teria se encerrado na segunda-feira, segundo o próprio agravo.

Próximos passos e impacto para a logística e segurança

Com a petição protocolada, o desfecho dependerá de uma decisão judicial em caráter urgente, pedido feito pela defesa do Vasco para garantir antecedência na organização da operação e logística. Se o Judiciário autorizar, a expectativa do clube é iniciar a comercialização de ingressos em tempo hábil e finalizar os planos com as forças de segurança.

O estádio escolhido influenciará diretamente a mobilidade, a infraestrutura de segurança e a experiência das duas torcidas no duelo decisivo de 20 de outubro, e a movimentação jurídica mostra que o Vasco busca assegurar o Maracanã como cenário do confronto continental.


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