O Figueirense iniciou conversas com o executivo brasileiro Edu Gaspar em um encontro realizado em Londres, que marca o primeiro contato formal entre o clube e um fundo de investimento representado pelo dirigente.

A reunião contou com a presença de representantes da SAF e da PanSports, e a avaliação entre as partes foi positiva, porém as tratativas seguem em estágio inicial e voltadas para propostas de médio e longo prazo.

Os temas vão além do futebol, abrangendo projetos sociais e iniciativas imobiliárias ligadas ao clube, conforme informação publicada por Paulo Branchi, da Jovem Pan Floripa, e confirmada pelo ge.

O encontro em Londres e o perfil de Edu Gaspar

Segundo apuração do ge, participaram do encontro Eduardo Mafra, presidente do Conselho de Administração da SAF do Figueirense, e Guillermo Vieira, gestor ligado à PanSports. A conversa teve caráter exploratório e buscou mapear possibilidades de parceria.

Edu Gaspar, de 48 anos, tem trajetória como jogador no Arsenal e carreira executiva após encerrar a carreira nos gramados. Ele trabalhou no Corinthians e na Seleção Brasileira, retornou ao Arsenal como diretor esportivo, e integrou a estrutura multiclubes do empresário Evangelos Marinakis.

Projetos sociais e o CFT do Cambirela

Em maio, durante o evento “Figueirense: História, Presente e Futuro”, o clube anunciou a previsão de desenvolver ações comunitárias no CFT do Cambirela voltadas a jovens em situação de vulnerabilidade, unindo educação e esporte.

A proposta também prevê retorno financeiro ao Figueirense por meio de emendas parlamentares articuladas com deputados estaduais, federais e senadores de Santa Catarina, conforme detalhado pelo clube na ocasião.

Plano imobiliário, números e outras frentes

Após a votação do Conselho Deliberativo que aprovou a aquisição da SAF, Edson Silva, um dos representantes do projeto da PanSports, afirmou em entrevista à rádio CBN Floripa que o grupo previa a construção de um boulevard com lojas, salas e espaços para eventos, além de um shopping com torres residenciais.

Segundo Edson, o projeto utilizaria as áreas do Estádio Orlando Scarpelli e do antigo Ginásio Carlos Alberto Campos, e “os empreendimentos poderiam movimentar até R$ 500 milhões e gerar uma receita recorrente de R$ 3 milhões para o clube.”

Outro nome citado em possíveis movimentações futuras é Ricardo Villar, ex-jogador radicado nos Estados Unidos e um dos criadores da Florida Cup. A apuração do ge indica que as conversas envolvendo Villar têm outra frente no momento, com a possibilidade de integrar a plataforma de intercâmbio esportivo dele ao ecossistema Pedra Branca via PanSports, sem ligação direta com o Figueirense por enquanto.

Próximos passos e cenário

As fontes ouvidas pelo ge indicam que o diálogo com Edu Gaspar seguirá nos próximos meses, com estudos e propostas detalhadas a serem apresentadas. O tom é de interesse e cautela, já que os projetos são de médio e longo prazo e exigem viabilidade técnica e financeira.

Enquanto isso, torcedores e investidores devem acompanhar desdobramentos sobre as ações sociais no Cambirela, as negociações imobiliárias e possíveis parcerias internacionais, todas em avaliação após o encontro em Londres.


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