A Arena da Amazônia foi consultada pelo Vasco para receber o confronto com o Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana, mas o clube acabou decidindo manter a partida no Rio de Janeiro.

O episódio trouxe à tona a forte relação entre o Cruz-Maltino e Manaus, e o potencial do estádio para receber duelos de grande apelo nacional e internacional.

Essas informações foram confirmadas pela administração da Arena da Amazônia, conforme informação divulgada pela administração da Arena da Amazônia.

Consulta e decisão do Vasco

A administração da Arena relatou que o Vasco chegou a cogitar levar a semifinal para Manaus, mas o clube negou a informação publicamente e optou por permanecer na capital fluminense.

A possibilidade reacendeu o debate sobre logística, receita e apelo de público, temas que sempre cercaram propostas de transferir clássicos e jogos decisivos para praças fora do eixo Rio-São Paulo.

O clássico que marcou 44.419 torcedores

Um dos episódios mais lembrados aconteceu em 2016, quando Vasco e Flamengo se enfrentaram na Arena com público de 44.419 torcedores, número que estabeleceu um recorde do estádio na época.

O Vasco venceu por 2 a 0, com gols de Andrezinho e Riascos, e avançou à final do Campeonato Carioca. Antes da partida, o capitão rubro-negro Wallace entrou no gramado com uma bandeira do Flamengo e a fincou no centro do campo, cena que ficou marcada.

Outros públicos expressivos e jogos históricos

O relacionamento da Arena da Amazônia com o Vasco já vinha de antes. Em abril de 2014, Resende e Vasco disputaram jogo pela Copa do Brasil diante de 40.189 torcedores, então o maior público da história do estádio, inaugurado naquele ano para a Copa do Mundo.

Meses depois, o Vasco voltou para enfrentar o Oeste pela Série B, com 26.621 torcedores. O Flamengo também testou a força da torcida local, enfrentando o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro com público de 39.561.

Além dos clubes nacionais, a Arena recebeu partidas de alto nível internacional logo no começo: pela Copa de 2014 foram quatro jogos da fase de grupos, todos com públicos próximos de 40 mil, incluindo 40.322 em Honduras x Suíça, 40.123 em Portugal x Estados Unidos, e 39.982 em Camarões x Croácia.

Seleção, Olimpíadas e retomada da torcida

Em 2016, a Arena foi uma das sedes do futebol olímpico, com seis partidas entre os torneios masculino e feminino. Em uma rodada dupla, Brasil x África do Sul e Estados Unidos x Colômbia reuniram 38.416 torcedores no mesmo dia.

A relação com a Seleção continuou em setembro de 2016, quando o Brasil enfrentou a Colômbia pelas Eliminatórias, com público de 36.609. Anos depois, já durante a pandemia, Manaus recebeu Brasil x Uruguai pelas Eliminatórias com menos público, mas com significado simbólico, pois marcou a volta da torcida após um ano e sete meses sem público, com 12.528 torcedores.

Com o tempo, a Arena manteve grandes públicos em partidas locais, e o recorde de Vasco x Flamengo acabou sendo superado em 2019. A final da Série D entre Manaus e Brusque levou 44.896 pessoas ao estádio. Em 2023, Amazonas x Botafogo-PB também passou dos 44 mil, com 44.509 torcedores, partida que garantiu o acesso do time amazonense à Série B.

Legado e capacidade de atrair eventos

Os números mostram que a Arena da Amazônia tem histórico de atrair grandes públicos, em jogos regionais, nacionais e internacionais, o que justifica, em termos de demanda, consultas sobre sediar partidas de alta importância.

Mesmo assim, decisões sobre mudança de palco passam por logística, calendário e interesses dos clubes, fatores que explicam por que o Vasco decidiu não levar a semifinal para Manaus, apesar da manifestação de interesse junto à Arena.

O histórico de públicos, com destaque para as marcas de 44.419, 44.896 e 44.509, reforça o potencial do estádio como destino para confrontos de grande apelo, e mantém Manaus como alternativa viável quando clubes avaliam transferir jogos decisivos para outras praças.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *