O auxiliar técnico Nenê Santana reconheceu que o rebaixamento da Ponte Preta para a Série C foi uma construção ao longo da campanha, e não apenas consequência da derrota para o Cuiabá no jogo anterior, mesmo após a derrota por 2 a 0 para o Juventude em Indaiatuba.
A equipe segue na lanterna da competição, com 13 pontos, e a derrota para o Juventude foi a 25ª em 32 partidas disputadas, números que, segundo o clube, refletem um ano difícil dentro e fora de campo.
Além do rendimento, a baixa presença de público e problemas no gramado do Moisés Lucarelli também marcaram a temporada, com apenas 352 torcedores no jogo em Indaiatuba, e a comissão técnica já traçou a meta de somar o máximo de pontos nas seis partidas restantes do campeonato, conforme informação divulgada pelo g1.
O que disse Nenê Santana
<pSobre a origem da queda, Nenê foi direto, reproduzindo a avaliação de que o resultado ruim foi a consequência de todo o ano. Ele afirmou, na íntegra, “O rebaixamento não ocorreu no último jogo. O rebaixamento ocorreu desde o início do campeonato. Sabíamos que passaríamos dificuldade desde o início e o resultado foi esse. A chegada do Gilson Kleina melhorou o ânimo no vestiário e a gente vê os jogadores mais motivados, mas infelizmente isso não tem sido suficiente“.
Ao falar da comparação com épocas anteriores, Nenê destacou o impacto das dificuldades atuais, especialmente financeiras, na rotina do clube, e disse textualmente, “Eu não posso comparar a situação atual com a época em que eu joguei. Foram épocas de grandes conquistas, mas as dificuldades atuais, principalmente financeiras, afetaram todas as áreas do clube. Afetam o elenco, a condição do trabalho, em tudo. Todo mundo está se esforçando para melhorar as condições, mas isso não vai acontecer do dia para a noite. Estamos aqui porque acreditamos na volta por cima“.
Crise financeira e ambiente dentro do clube
O auxiliar relacionou os problemas extracampo à performance em campo, dizendo que a situação financeira afetou o elenco e as condições de trabalho durante toda a temporada. A mensagem foi de que, apesar das limitações, o grupo segue empenhado em melhorar o cenário.
Sobre a baixa presença no estádio, Nenê foi categórico ao atribuir parte da responsabilidade ao desempenho da equipe, com as palavras, “Eu acho que o público baixo é uma consequência do nosso ano. Fomos rebaixados no Paulista, começamos mal a Série B e o torcedor foi perdendo a paciência. Tudo tem limite. É difícil o torcedor sair de Campinas, vir para Indaiatuba em uma noite chuvosa, e a gente precisa entender isso. Quando as coisas melhorarem, a Ponte vai recuperar o seu torcedor. É por isso que estamos trabalhando“.
Mudança de estádio e impacto na torcida
A partida foi realizada em Indaiatuba porque o gramado do Moisés Lucarelli passa por reforma, e Nenê ressaltou que a prioridade seria continuar jogando em Campinas, mas que a mudança foi necessária para solucionar o problema do campo, impactando a presença do torcedor.
Próximos passos e objetivo nas últimas rodadas
Mesmo com o rebaixamento confirmado, a Ponte ainda tem seis partidas pela frente na Série B, e a comissão técnica estabeleceu a meta de buscar o maior número de pontos possível até o fim da competição. Nenê destacou que os jogadores “estão confiantes” e que irão lutar para terminar a campanha de maneira digna.
A equipe volta a campo no dia 12 de outubro, segunda-feira, contra o Novorizontino, fora de casa, pela 33ª rodada, em busca de encerrar a temporada com melhor desempenho e tentar recuperar a confiança da torcida.

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