O Vasco volta a campo nesta quarta-feira para enfrentar o Botafogo, no Nilton Santos, no retorno do calendário do Brasileirão após 18 dias de pausa para a Data Fifa.
A longa paralisação foi acompanhada por uma novela sobre o local do jogo de volta com o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, e a indefinição segue nos bastidores do clube.
Conforme informação divulgada pelo g1, o Vasco informou à Justiça que disputará a partida no Rio de Janeiro, mas ainda busca alternativas e recorre decisões judiciais para tentar atuar no Maracanã ou em São Januário.
Disputa judicial e prazos apertados
O clube trava uma disputa judicial para tentar levar a partida, marcada para o próximo dia 20, para o Maracanã após o veto da concessionária que administra o estádio.
Paralelamente, a diretoria também busca alternativas para viabilizar São Januário como sede do confronto, apesar de o estádio não atender às exigências mínimas de capacidade estabelecidas pela Conmebol para a atual fase da competição.
O clube teve nova solicitação de atuar no Maracanã negada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na noite desta terça-feira. O Vasco informou à Justiça que desistiu das alternativas fora do Estado do Rio de Janeiro para o duelo contra o Boca Juniors. Restam 13 dias para a realização da partida.
Por que o Nilton Santos entrou na disputa
Se não obtiver sucesso nem no Maracanã nem em São Januário, o caminho mais provável passa justamente pelo Nilton Santos. O estádio do Botafogo surgiu como a alternativa disponível na cidade capaz de cumprir as exigências da Conmebol.
Nos autos do processo, há uma manifestação da Polícia Militar anexada pela concessionária que aponta a viabilidade da realização da partida no estádio. O Vasco, no entanto, entende que haveria um prejuízo esportivo em atuar no local, devido ao gramado sintético.
“Entretanto, o VASCO, até o presente momento, não disputou qualquer partida da Copa Sudamericana em gramado sintético. Dessa forma, a eventual realização da partida no Estádio Nilton Santos imporia ao clube mandante inequívoca desvantagem esportiva, na medida em que o Estádio São Januário, sua praça desportiva habitual, possui gramado natural, assim como o Estádio do Maracanã. A alteração do local da partida acarretaria a necessidade de adaptação a condições de jogo diversas daquelas regularmente enfrentadas pelo clube ao longo da competição, em evidente prejuízo ao equilíbrio esportivo da disputa.”
Teste prático contra o Botafogo e preparação
Caso a equipe de Pedro Emanuel precise enfrentar o Boca Juniors no Nilton Santos, o duelo com o Botafogo poderá funcionar como uma oportunidade de contato com o estádio e com o gramado sintético a menos de duas semanas do jogo pela Sul-Americana.
O confronto desta quarta, além de valer pontos no Brasileirão, terá caráter prático para avaliar logística, adaptação do elenco e condições do campo, fatores que o Vasco considera relevantes frente à semifinal continental.
Contexto esportivo e impacto na tabela
Em 16º lugar, o Vasco chega ao confronto embalado pelas boas exibições sob o comando de Pedro Emanuel e pelos bons resultados antes da pausa para a Data Fifa. Um triunfo sobre o Botafogo, atual 12º colocado, colocaria o Vasco com 34 pontos diminuiria a distância entre os rivais para apenas um ponto na tabela.
Com prazos apertados para informar a Conmebol sobre eventual mudança de sede, o clube chegou a sondar o Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena da Amazônia, em Manaus, opções citadas no ofício do Vasco, mas depois optou por priorizar locais no Estado do Rio de Janeiro.
A decisão do desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita foi tomada em caráter liminar, ou seja, ainda há chance de mudanças no desenrolar do processo, e o cenário pode evoluir até a data do jogo contra o Boca Juniors.
Em meio ao impasse judicial e às alternativas estudadas, o jogo contra o Botafogo passa a ter, além do valor no Brasileirão, função prática para o Vasco se preparar caso confirme o Nilton Santos como sede da semifinal continental.

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