A Argentina começa a planejar a próxima fase, sem Lionel Messi em campo, e mira a manutenção do comando técnico para conduzir a transição.
O técnico Lionel Scaloni tem sinalizado desejo de permanecer, enquanto a Associação do Futebol Argentino, AFA, já deu início às tratativas formais.
As conversas começaram oficialmente nas últimas semanas, com otimismo sobre um acordo que dê continuidade ao trabalho iniciado em 2018, conforme informação divulgada pela imprensa argentina.
Contexto, a saída de Messi e o recado de Scaloni
A despedida de Messi ocorreu na última terça-feira, em partida contra o Benim, no Monumental de Núñez, e abriu um novo capítulo para a seleção.
O treinador falou publicamente sobre o desafio de reconstruir a equipe sem o camisa 10, e deu sinais de que pretende seguir no cargo, lembrando o legado deixado.
– A única maneira de compensar (a ausência do Messi) é com um grande time, em que todos aportem seu grãozinho de areia. A gente tinha a genialidade dele para abrir um jogo, agora temos que fazer isso com bons jogadores. Temos grandes jogadores, mas não temos o jogador que dava esse salto. Mas temos um time que pode fazer um monte de coisas, não geniais, mas creio que podemos suprir essa ausência, ainda que seja um jogador irrepetível. Tenho certeza de que não veremos nada igual dentro de campo, e estamos eternamente agradecidos por tudo que nos deu e por tudo que nos deixa. Fico com isso porque, se tudo der certo, vou estar sentado, seguirei sendo o treinador. E o legado que ele deixa é enorme. Vê-lo com 39 anos, ver a Copa do Mundo que fez e a vontade com que disputou é o maior exemplo que devemos usar para seguir. Eu fico com isso
Negociações em andamento e proposta da AFA
O vínculo de Scaloni termina em dezembro de 2026. A negociação, porém, avançou durante a última Data Fifa.
No dia 25 de setembro, o presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, e o treinador tiveram a primeira conversa oficial para tratar da renovação. A própria entidade tornou público o início das tratativas.
Segundo informações divulgadas, a proposta inicial discutida prevê mais dois anos de contrato, até a Copa América de 2028, com possibilidade de extensão por outras duas temporadas, o que levaria Scaloni até a Copa do Mundo de 2030.
O que está em jogo e o plano esportivo pós-Messi
Para a Argentina, a prioridade é assegurar continuidade ao projeto que venceu a Copa América e o Mundial, mantendo a estrutura técnica e a filosofia de elenco.
A renovação de Scaloni aparece como peça central, porque garante um processo de adaptação sem rupturas bruscas, e permite trabalhar jovens e novas referências em campo.
Embora haja otimismo, o acordo ainda não foi fechado, e a expectativa é de que as negociações continuem nos próximos meses, para que Scaloni esteja à frente da Argentina no início da era pós-Messi.
Enquanto a AFA negocia a renovação de Scaloni, a seleção terá de testar alternativas táticas e buscar no coletivo soluções que substituam a genialidade individual que Messi oferecia.
O tema da renovação de Scaloni deve permanecer em destaque na agenda do futebol argentino, com impactos diretos no ciclo esportivo até 2028 e além.

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